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Destaques, Notícias - 31/10/2017

Para onde sopram os ventos da Reforma?

24/10/2017

Texto: Neuci L. Silva

Fotos: Igor Fernandes/Neuci L. Silva

abertura

No dia 24 de outubro, teve início a XVIII Semana Teológico-Pastoral. Esta edição, realizada no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis, contou com algumas novidades, como a apresentação de uma única conferência na parte da manhã.

Apesar da chuva insistente, muitos professores e estudantes de teologia marcaram presença. E após as boas-vindas e a composição da mesa por Frei Antônio Everaldo Palubiack Marinho, OFM, Diretor do ITF, pela professora Lúcia Pedrosa-Pádua, pelo Departamento de Teologia da PUC-Rio, e pela Professora Maria Suzana de Figueiredo Assis Macedo, pela organização da Semana, foi iniciada, oficialmente, essa Semana de estudos.

Em seu breve discurso de acolhida, Frei Everaldo citou algumas palavras do Papa Francisco, que serviriam de inspiração para o evento: “Nós, católicos e luteranos, começamos a caminhar juntos pela senda da reconciliação… Não podemos resignar-nos com a divisão e o distanciamento que a separação gerou entre nós” (Oração ecumênica na catedral luterana de Lund. Homilia. Lund, 31.10.2016).

O professor Cláudio de Oliveira Ribeiro (UMESP) ministrou a palestra de abertura do evento, intitulada “Para onde sopram os ventos da Reforma?” Na ocasião, ele discorreu sobre as espiritualidades plurais da Reforma, enfocando Lutero, Calvino e o perfil do também reformador Thomas Münzer. Ao longo de sua explanação, Cláudio Ribeiro declarou que:

Cláudio de Oliveira

“Mesmo com toda a diversidade dos grupos protestantes, tanto os que se formaram no século 16 quanto aos que desenvolveram até os dias de hoje, e com as contradições e ambiguidades próprias de qualquer movimento, é possível identificar bases comuns entre os diferentes movimentos da Reforma”.

O palestrante dessa manhã encerrou sua participação analisando as tensões e complexidades no âmbito da Reforma; as “tensões entre movimento e instituição” e a visão ecumênica diante do pluralismo religioso. Segundo ele,

“Ao reforçar as dimensões do plural e do diálogo e ao indicar o desafio do debate ecumênico das religiões como elemento atual da Reforma, desejamos mostrar que a lógica plural é fundamental para o método teológico e para a vivência religiosa”.

participantes

O início da tarde foi abrilhantado por uma bela apresentação do Coral dos Canarinhos de Petrópolis, sob a regência do maestro Marco Aurélio Lischt.

A continuidade da tarde foi reservada para os Fóruns de Trabalho. Seis trabalhos foram apresentados:

A opção dos pobres pelo pentecostalismo diante do pluralismo religioso (Sueli da Cruz Pereira – PUC-Rio);

Sebastião Leme: um cardeal contra o laicismo (Alexandre Luís de Oliveira – PUC-RS);

O papel da Igreja Católica em Angola frente à exclusão social à luz das Sagradas Escrituras e do Magistério eclesial (Ermelindo Francisco Bambi – ITF);

Diálogo inter-religioso e identidade religiosa (Maria Suzana Macedo – ITF);

Maria/Iemanjá: aproximações e distanciamentos (Maria José Salvini; Nguemo Kenfack; Roney Pinheiro; Wagner Rosa – ITF);

A espiritualidade do Beato John Henry Newman (Deoclécio Corrêa Lira – ITF).



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