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Destaques, Notícias - 06/04/2017

“Semana da memória, verdade e justiça”, no ITF

Uma parte da manhã desta quarta-feira, 05 de abril, foi dedicada à apresentação do painel “Ditadura e as Religiões Afro: Violência Ontem e Hoje”. O evento, que faz parte da “Semana da memória, verdade e justiça”, contou com a presença de muitos interessados no assunto e foi transmitido, ao vivo, na página do Instituto Teológico Franciscano, no Facebook.

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Frei Antônio Everaldo Palubiack Marinho, diretor do ITF, deu as boas-vindas aos presentes e Frei Wagner José da Rosa iniciou a sessão, apresentando os palestrantes. “Pai Pedro” – Pedro Antonio P. Nogueira – Mestre em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora – MG, Sacerdote Umbandista do Templo do Caboclo Sr. Ogun 7 Escudos desde 1996, Filiado à Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino – entidade mantenedora da Faculdade de Teologia Umbandista (FTU), com ênfase nas religiões afro-brasileiras; e Lucas de Deus – Cientista Social formado pela Pontifícia Universidade Católica/PUC-RIO. Pesquisador nas áreas de relações étnico-raciais e direitos humanos, enfocando temas como religiosidades de matrizes africanas, neopentecostalismo, “racismo cultural-religioso”, intolerância/discriminação religiosa e diálogo inter-religioso. Editor do Jornal Nuvem Negra.

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O contexto histórico de religiões como o Candomblé e a Umbanda e a sua difícil aceitação na sociedade brasileira foram os eixos que nortearam as apresentações. Na ocasião, os palestrantes abordaram temas delicados como a violência e o desrespeito sofridos pelos adeptos das religiões de matriz africana em nosso país, até os dias atuais. Conceitos pré-estabelecidos, falta de diálogo e discriminação racial são fatores que dificultam a compreensão e aceitação dessas expressões religiosas e alimentam a intolerância.

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“Era comum, nos terreiros de Umbanda, a presença tanto de oficiais da justiça ligados à juventude e à infância… e também era muito comum a presença de policiais à paisana durante os ritos” (Pai Pedro).

“A intolerância religiosa é a face mais perversa do racismo” (Lucas de Deus).

Ao término da apresentação, algumas perguntas foram dirigidas à mesa e levantou-se a hipótese de que o Candomblé e a Umbanda sejam, na verdade, religiões genuinamente brasileiras, pois não há registro que ateste que suas origens tenham se dado no continente africano.

Para assistir a íntegra do painel, acesse o Facebook do Instituto Teológico Franciscano:

https://www.facebook.com/institutoteologicofranciscano

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Texto/Fotos: Neuci L. Silva



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