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Artigos, Destaques - 28/06/2018

Leigos e leigas são membros da Igreja a pleno título

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*Francisco Biasin Bispo da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda, RJ.

A Igreja é Povo de Deus! Esta afirmação do Concílio Vaticano II encheu o coração de todos nós e pautou a renovação da Igreja nestas últimas décadas!

Depois de anos fecundos de ensaio de um novo jeito de ser Igreja, sobretudo nas Cebs, pela participação de leigos e leigas dentro das comunidades e na transformação da sociedade, presenciamos uma espécie de congelamento de sua vocação e missão. Outras experiências eclesiais se impuseram. Algumas delas propositivas, sobretudo no campo da mística e da espiritualidade, outras desviantes no sentido de propor um retorno a uma Igreja pré-conciliar, onde o leigo e a leiga fossem subordinados e apenas executores de tarefas dentro da Igreja.

O documento 105, texto aprovado na Assembleia dos bispos já em 14 de abril de 2016, reconhece o cristão leigo como “sujeito” – protagonista da ação evangelizadora da Igreja e engajado na transformação da sociedade. Parece uma coisa óbvia, mas ainda está muito a nível teórico e de ideias. O nosso compromisso é tornar tudo isso uma prática permanente na nossa Igreja. Por isso, em comunhão com a Igreja no Brasil, queremos vivenciar o ano do laicato a partir da Festa de Cristo Rei, celebrada no último dia 26 de novembro.

Seja-me permitido afirmar que, para viver a sua vocação e missão, os leigos e leigas não precisam de “passaporte”, ou de uma convocação, ou de um convite especial nem de bispo, nem de presbítero. Eles são membros da Igreja a pleno título e isso lhes dá a dignidade e a liberdade de ser protagonistas e dizer uma palavra própria dentro da Igreja e em relação à sua missão no mundo.

Essa palavra, é claro, não deve destoar, isso é desafinar no corpo eclesial, nem se contrapor a outras palavras. Por isso o exercício e a vivência da comunhão deve ser o caminho constante e o contínuo desafio em construir a Igreja: leigos – leigas, padres, religiosos – religiosas e bispo não devem fazer jogo de classe como acontece na política, pois todos são chamados a construir juntos, numa harmonia, muitas vezes inquieta e inquietante, a única Igreja de Jesus, presente no mundo para a edificação do Reino de Deus.

 A eclesiologia de comunhão é característica do Concílio Vaticano II e profundamente evangélica. Faço votos que seja o pano de fundo para o crescimento das nossas comunidades a partir do compromisso dos leigos e leigas e valorizando o seu protagonismo criativo.

+ FRANCISCO BIASIN

Bispo da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda, RJ



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