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Destaques, Notícias - 02/10/2017

A mística de São Francisco de Assis

Texto/Fotos: Neuci L. Silva

Retiro SF

“Para a mística franciscana, a vida celebra e pratica a mais bela e constante doação.”

No dia 30 de setembro, nem mesmo a Irmã Chuva desanimou os participantes do retiro promovido pelo Instituto Teológico Franciscano, em preparação para a Festa de São Francisco.

Cerca de cinquenta pessoas estiveram reunidas para meditar, sob a orientação do Frei Vitório Mazzuco Filho, OFM. O grupo viveu intensos momentos de oração e reflexão aprofundando o tema: “A mística de São Francisco de Assis”.

A manhã de recolhimento, que começou com um saboroso café de boas-vindas, foi uma ocasião de encontro, partilha, experiência de fé e interação. Uma bela forma de se predispor para o mês particularmente franciscano, rico em sentido e repleto de comemorações.

 

Eucaristia -> Presépio -> Cruz

Partindo da Eucaristia – passando pela fraternidade universal, presépio, encontro com o  leproso, até chegar à cruz – todos percorreram um itinerário dinâmico e participativo, cuidadosamente perparado por membros da Ordem Franciscana Secular (OFS). A OFS, Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos, sempre realiza os seus retiros junto ao ITF. Nesta ocasião, Aldo Luciano Corrêa de Lima e Juliana Caroline Gonçalves Almeida  orientaram um percurso muito significativo para o Poverello, bem como para todos os cristãos.

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Depois desse roteiro inicial, Frei Vitorio introduziu o tema proposto para o evento. Ele ressaltou que “Estamos vivendo um grande momento de visualização da proclamação da sede do divino.” Trata-se de um tempo impregnado por uma “onda mística” refletindo forte dose compensatória de carência existencial.

Durante a primeira palestra, salientou que a mística não é uma experiência espiritual pertencente a uma elite, mas é “uma experiência aplicável à toda  humanidade no seu dia a dia”. Tanto o Santo de Assis, no século XII, quanto nós, no século XXI, temos necessidade de buscar incessantemente o mistério divino em todos os detalhes da existência.

 

“É preciso ter o faro espiritual para sentir o cheiro do Deus que passa.”

Ao longo da manhã, o pregador aprofundou o tema explicando o significado de “mística” e suas características na fluência dos séculos XII e XX. A palestra matinal teve uma pausa para um momento de reflexão e oração individual precedendo o almoço. O silêncio e a introspecção também foram observados antes da segunda parte do dia.

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“Quando o conhecimento e a vontade se unem ao Ser, chega-se à experiência do Amor.”

Dando continuidade à sua exposição, Frei Vitorio abordou o conceito de amor como unidade e vontade e esclareceu o que vem a ser a mística franciscana. De acordo com ele, “é como se a Mística Franciscana nos dissesse: ‘se você quer falar de Deus, fale sobre o amor!’”. E salientou que a célebre frase “O amor não é amado”, atribuída a São Francisco, na realidade é de autoria de místicos franciscanos. No entanto, recordou uma passagem, narrada por Tomás de Celano, quando São Francisco teria dito: “Muito deve ser amado o amor daquele que muito nos amou” (2Cel 196, 3-9).

Ao término da palestra, todos se encaminharam para o refeitório, onde foi servido o café da tarde – ocasião para organização da parte final do encontro.

O retiro foi encerrado com a Celebração Eucarística.

 



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