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Destaques, Notícias - 01/03/2018

ITF oferecerá curso de canto gregoriano

Frei Ademir - abertura 2018

 

O Instituto Teológico Franciscano inicia 2018 com novidades.

Recém-chegado da Itália, onde concluiu seu mestrado em Música Sacra, Frei Ademir José Peixer está empolgado e com bastante disposição para enfrentar os desafios que terá pela frente. Entre eles, a implantação de um curso de Canto Gregoriano, no ITF. A Equipe de Comunicação conversou com ele.

Quando e como começou a sua paixão pela música?

Começou quando eu ainda nem tinha consciência. A minha mãe conta que quando eu era pequeno, nós tínhamos ido a uma festa, onde havia um grupo que tocava (naquela época, a música era “ao vivo”), e eu me perdi deles. Quando minha mãe me viu, eu estava em frente aos músicos, parado, imóvel. Talvez tenha sido ali. Mas na minha família, meu avô materno era gaiteiro e meu pai sempre gostou de música. Posso dizer que “é de família”, porque ela é o berço, é ela que dá as nossas inclinações para a vida. Quando eu fui para o seminário, tinha aula de música e foi aí que eu comecei a estudar.

O que significa vir morar no ITF?

Para mim, essa casa representa, na Província, a casa dos estudos. Então vir morar aqui e respirar este ar é uma grande satisfação. Inclusive, eu vejo com muita alegria o fato de poder começar, aqui, um trabalho com música, visto que é um instituto teológico e franciscano e isso vai somar à teologia. São Francisco é muito musical, ele pregava cantando. É o autor do Cântico das Criaturas. Portanto está tudo interligado: música e teologia. Uma teologia que é alegre, que inspira, que encanta, como a Música de Francisco.

Você é o responsável pela implantação de um Curso de Extensão e de um grupo de prática musical, no ITF. Qual é o objetivo do curso? Conte-nos mais a esse respeito.

Estamos lançando um Curso de Extensão e um grupo de prática musical. O curso vai ser enfocado no Canto Gregoriano e o grupo será um grupo de prática de Canto Gregoriano.

O curso buscará oferecer aos interessados em Canto Gregoriano a possibilidade de estudar a sua origem e história, reconhecendo na prática elementos de semiologia gregoriana. Teremos inclusive um módulo de prática de canto gregoriano com a intenção de se tornar no futuro uma Schola Cantorum do ITF. Vale lembrar que o Canto Gregoriano utiliza o latim e o ITF oferece já aulas de latim. Aqui, nós temos o Frei Ronaldo Fiúza, que é o professor dessa disciplina.

Nosso objetivo, aqui, é fazer o Canto Gregoriano chegar a todos. Até mesmo àquelas pessoas que não possuem formação musical específica. Através da didática própria da cantilação queremos criar o gosto pelo canto gregoriano, partindo de um repertório leve e fácil. Como podemos amar uma coisa que não conhecemos? Temos que conhecer para amar. Inclusive na formação dos frades, na Província, está incluído o Canto Gregoriano.

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Frei Ademir sendo apresentado por Frei Antônio Everaldo durante a aula inaugural.

Qual a importância do Canto Gregoriano?

Ele é o tesouro musical da Igreja. É a fonte onde a gente vai beber e ter a inspiração para compor os cantos litúrgicos. E por que não levar esse conhecimento, esse repertório, às nossas igrejas? Ensinar o povo a cantar o Canto Gregoriano só viria a edificar ainda mais o nosso repertório litúrgico. Não se trata de julgar se esse é o melhor tipo de música. Aqui no Instituto, nossa intenção é levar as pessoas ao conhecimento desse patrimônio que é do Povo de Deus.

Para participar desse grupo de prática musical é necessário algum conhecimento prévio, como a leitura de uma partitura?

No grupo de prática, por exemplo, basta ter a boa vontade. Porque o Canto Gregoriano, no início, era para todos. É claro que temos níveis de dificuldade diferentes. Alguns cantos foram feitos para especialistas. Mas também temos melodias que podem ser entoadas com facilidade. O Canto Gregoriano nasceu com as pessoas ouvindo, repetindo e cantando.  Começaremos “do início”, da silabação, da coisa mais simples, de pequenas frases.

Exemplifique um Canto Gregoriano fácil de cantar.

As antífonas marianas e a Missa VIII, que é a mais conhecida, são fáceis de cantar. Inclusive na Europa ela é cantada nas igrejas. Quando o organista começa a tocá-la, o povo a canta praticamente sozinho. Ela é composta pelo Kyrie, Gloria, Sanctus e Agnus Dei, ou seja, o “Senhor tende piedade”, o “Glória”, o “Santo” e o “Cordeiro de Deus” que são as partes fixas da missa.

O Canto Gregoriano pode ser inserido na nossa liturgia diária?

Ele pode ser reinserido na Liturgia, mas não de modo generalizado. Porque um dos principais aspectos da Liturgia é a participação ativa dos fiéis. Eles têm que entender e participar ativamente do canto. Para inserirmos um Canto Gregoriano, por mais simples que seja, é necessário que as pessoas compreendam o que estão cantando.

Quando iniciarão as aulas?

O curso começará no mês de abril. Em breve, divulgaremos os detalhes. Basta acompanhar o site do ITF.



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