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Artigos, Destaques - 22/11/2017

Elementos básicos para uma teologia da hospitalidade

lázaro, marta e maria1

Ser acolhido e acolher

Os hóspedes são convidados a “compartilhar da mesma mesa”. Supera-se, assim, a distância, a suspeita e a inimizade. É a partilha “dos ânimos e dos corações”. Na partilha desta comensalidade encontramos exemplos práticos como no caso do dominicano Serge de Beaurecueil. Quando morava em Cabul ele descobriu o significado da refeição em comum, ao conhecer um órfão de pai, Ghaffâr, que o convidou à partilha “do pão e do sal” (expressão afegã). O alimento selava a amizade entre os dois e unia seus destinos. Possuía um valor “quase sacramental” e possibilitava ao dominicano compreender que sua vida deveria ser partilhada com os órfãos de Cabul. De acordo com ele, um menino, Ghaffâr, “abria o caminho da hospitalidade”.[1]

Esta experiência – e muitas outras que poderíamos elencar – de ser acolhido para então, acolher o outro, nos abre o horizonte para perceber a simplicidade e, ao mesmo tempo, a grandeza da hospitalidade. Mas, poderíamos nos perguntar: O que significa hospitalidade?

Analisando o Mito da Hospitalidade[2], Leonardo Boff assinala que hospitalidade é definida sempre a partir do outro:

(1) O outro enquanto desconhecido que bate à porta; (2) o outro enquanto forasteiro que vem de fora, de outras terras com outra língua, outros costumes e outra cultura; (3) o outro enquanto classe social, um pobre econômico; (4) o outro como excluído do convívio social, alguém em extrema necessidade, cansado e famélico; (5) o outro enquanto o radicalmente Outro, o Deus escondido atrás da figura dos dois andarilhos (Boff, 2005, p. 94).

A hospitalidade, portanto, vai além do simples hospedar alguém da família ou um amigo. É, na verdade, hospedar o estrangeiro, aquele que não conhecemos. Quando o recebemos na soleira da porta e o convidamos a entrar, quando dizemos nossos nomes, oferecemos um lugar para descansar, água para se lavar e comida para saciar a fome, o estrangeiro torna-se hóspede. Por fim, é alguém com quem podemos estreitar os laços, mas, mantendo-se as especificidades de cada um.

Acolher o estrangeiro significa multiplicar a alegria do encontro, da novidade e da partilha, não só do pão e do sal, mas da vida.

Impasses

O monge beneditino, Pierre-François de Béthune alerta-nos para alguns “impasses” que podem ocorrer na hospitalidade e afetariam o respeito entre o hóspede e aquele que lhe dá hospedagem. Esses impasses seriam causados pela unilateralidade extrema ao se desejar cuidar e satisfazer o hóspede. Correríamos o risco de que uma generosidade excessiva violasse “as leis mais elementares desse encontro” – a reciprocidade do respeito. Ou seja, com o pretexto da sacralidade do hóspede, deixá-lo fazer o que bem entender, sem limites, é uma falta que compromete a acolhida.

O hóspede que chega deve ser bem recebido, certamente, mas não deve ser introduzido em todos os aposentos da casa, tendo em vista que há lugares íntimos que só a família que acolhe os acessa.[3] Um exemplo dado pelo beneditino é o da comunhão eucarística àqueles que não são cristãos. Para Béthune, isto seria justificável em situações “excepcionais e bem definidas”. Ele acrescenta ainda que “Entre pessoas que têm o sentido do sagrado, essa restrição não é compreendida como uma estreiteza de espírito, mas efetivamente, como um testemunho da seriedade do engajamento”.[4]

Outro impasse considerado mais grave por Béthune é “escamotear” a natureza irredutível do estrangeiro, “distinto e dessemelhante”. Devemos receber o estrangeiro como um irmão, mas ele não é um irmão. Torná-lo semelhante seria não respeitá-lo, ressalta o monge. Lembra ainda que quaisquer que sejam as nossas boas intenções em tal tentativa, jamais honram o outro, apenas pretendem fazê-lo um de nós. Neste caso a hospitalidade “torna-se uma forma de recuperação” e é bastante desagradável para quem dela se beneficia.[5]

Na análise feita por Jacques Derrida a primeira violência sofrida pelo estrangeiro seria a de pedir abrigo em uma língua que não é a sua, imposta pelo hospedeiro, pela nação, pelo Estado etc. Ele é estranho à língua em que é formulado o direito de hospitalidade e suas normas. O filósofo nos apresenta o paradoxo a este respeito:

A questão da hospitalidade começa aqui: devemos pedir ao estrangeiro que nos compreenda, que fale a nossa língua, em todos os sentidos do termo, em todas as extensões possíveis, antes e a fim de poder acolhê-lo entre nós? Se ele já falasse a nossa língua, com tudo o que isso implica, se nós já compartilhássemos tudo o que se compartilha com uma língua, o estrangeiro continuaria sendo um estrangeiro e dir-se-ia, a propósito dele, em asilo e em hospitalidade? (Derrida, 2003, p. 15).

Ao mesmo tempo a língua, como idioma discursivo, está implicada na experiência da hospitalidade, pois, “o convite, a acolhida, o asilo, o albergamento passam pela língua, pelo endereçamento ao outro”. Chamá-lo pelo nome sem que isto seja condição para conceder-lhe hospitalidade é também um desafio.[6]

Outro paradoxo apresentado por Derrida é no que se refere à Lei da hospitalidade e às Leis da hospitalidade. A primeira, incondicional, que acolhe sem mesmo antes perguntar a identificação, oferecendo o próprio lar sem pedir contrapartida e nem condições. Já as Leis da hospitalidade, apontam direitos e deveres, “condicionados e condicionais”, definidos pela tradição greco-latina. Haveria uma oposição entre as duas, mas, o filósofo afirma que “Para ser o que ela é, a lei tem necessidade das leis […]”.[7] Estas condicionam e regulam no direito a acolhida ao estrangeiro, protegendo-a de um hóspede parasitário, por exemplo. Este deve ser bem recebido como hóspede, mas, permanece estrangeiro.

Essas são algumas questões que devem ser levadas em conta, mas, que não devem impedir que a hospitalidade seja ofertada por quem o deseja e recebida por quem dela necessita.

Modelo de hospitalidade: Abraão

A motivação da hospitalidade é “tradicionalmente religiosa”, pois, ela é considerada um dever sagrado. Em quase todas as tradições podemos encontrar textos que assinalam a importância da hospitalidade para com o estrangeiro como um dever sagrado: na tradição hindu no Taittiriya Upanishad: “Cuide de teu hóspede como Deus mesmo que vem receber tua atenção” (1,11,2); no mito grego de Filêmon e Báucis Júpiter e seu filho Hermes queriam saber como estava a hospitalidade entre os humanos e vêm caminhar como errantes no meio deles. Também na Odisseia, de Homero, o tema da hospitalidade está presente, e na Bíblia, onde podemos encontrar vários exemplos.

Como observou Louis Massignon (1883-1962), um dos exemplos mais cativantes da hospitalidade é aquele que nos apresenta Abraão. A narrativa encontra-se no Livro do Gênesis, capítulo 18. Abraão é, também ele, estrangeiro, hóspede em uma terra que não é sua. A terra que Deus lhe confiou para nela viver e cuidar.

A hospitalidade de Abraão aos estrangeiros está na base da reflexão de Massignon. Deu forma a toda a sua vida, às suas pesquisas, sendo a essência da sua espiritualidade. Na concepção do orientalista, a hospitalidade é “o sinal da Presença de Deus entre os homens, o ‘sacramento’ universal que torna esta Presença real, viva, eficaz”. Segundo o estudioso, a hospitalidade de Abraão é apenas o símbolo da outra visita que Deus faz, em Jesus, o Hóspede de Maria.[8]

Poderíamos pensar que Abraão acolhera os três viajantes, por reconhecê-los como mensageiros de Deus. No entanto, como nos relata a narrativa bíblica, isto se dá apenas progressivamente, e não ao avistá-los. Vejamos o que diz o Livro do Gênesis 18,2-5:

Tendo levantado os olhos, eis que viu três homens de pé, perto dele; logo que os viu, correu da entrada da tenda ao seu encontro e se prostrou por terra(b). E disse: “Meu senhor, eu te peço, se encontrei graça a teus olhos, não passes junto de teu servo sem te deteres. Traga-se um pouco de água, e vos lavareis os pés, e vos estendereis sob a árvore. Trarei um pedaço de pão, e vos reconfortareis o coração antes de irdes mais longe; foi para isso que passastes junto de vosso servo!”

A nota de rodapé (b) da Bíblia de Jerusalém afirma, sobre o fato de Abraão prostrar-se diante dos viajantes, que não é ato de adoração, mas, sinal de homenagem. Continua a dizer que “Abraão inicialmente só reconhece nos visitantes hóspedes humanos, e lhes testemunha magnífica hospitalidade”.[9]

Assim como em Massignon, a hospitalidade possuía lugar central também para o trapista Christian de Chergé (1937-1996), Prior do mosteiro de Notre-Dame de l’Atlas, na Argélia. Para ele a mais bela imagem da hospitalidade sagrada é figurada por Maria na Visitação (cf. Lc 1,39-56). Christian diz que “o Espírito nos coloca em movimento à maneira de Maria, partindo apressadamente para a primeira Visitação da Igreja, e acolhendo o testemunho do Espírito em Isabel; quando nasceu o Magnificat”. Esse mistério da Visitação “ilustra a hospitalidade que é portadora do Cristo”.[10]

Ambos, Massignon e De Chergé, compreenderam profundamente o significado da hospitalidade por terem feito, primeiramente, a experiência de serem estrangeiros, hóspedes, nas terras do Islã. A experiência humana fundamental, assinalam Dal Corso e Sgroi, é a da confiança, da hospitalidade.[11]

Podemos perceber que os principais traços da hospitalidade são a gratuidade, o respeito, a solicitude, a discrição e a consciência de acolher assim o próprio Deus. Daí a importância que se deve dar à abordagem e à prática da hospitalidade.

Vejamos um pouco de cada um desses traços básicos da hospitalidade.

Elementos básicos da hospitalidade

  1. Gratuidade

A hospitalidade é uma “experiência existencial”, situa-se no nível do ser. Esteve presente entre os clãs, os nômades e, atualmente se encontra nas relações interpessoais. É uma acolhida gratuita. Aquele que é acolhido tem direitos, mas também tem deveres e aquele que acolhe está disposto a mudar sua rotina, e ambos estão disponíveis a renovar, a redefinir sua identidade: “Antes de representar um problema para a minha identidade, ele [o estrangeiro] é estímulo para uma convivência sempre a reescrever, atualizar, enriquecer […]”.[12] É abertura e disponibilidade àquele que interpela as nossas convicções.

Para tornar-se hospedeiro, e entender o que isto significa, muitos fazem primeiro a experiência da pobreza, do risco em país estrangeiro e até mesmo da não acolhida. É esta fragilidade, esta vulnerabilidade que permite a relação com o outro, na gratuidade.

  1. Respeito

A hospitalidade envolve a escuta respeitosa daquilo que o outro tem a dizer, em uma abertura humilde do coração e da mente para compreender as diferenças e novidades que o estrangeiro nos traz. É imprescindível que haja atitude de profundo respeito às convicções e à constituição da identidade de cada indivíduo, tanto do anfitrião como do hóspede.

O hóspede, principalmente, não pode recusar o que lhe é oferecido. O alimento, por exemplo, que proporciona a refeição junto à família principia uma relação de proximidade. Desta maneira, valoriza-se o anfitrião e a hospitalidade da casa.

Não nos esqueçamos do respeito pela vida, pelos direitos humanos mais fundamentais, bem como à liberdade de todos. O respeito possibilita a permanência da distância para que se preserve a identidade, a originalidade, a singularidade e a especificidade do hóspede.[13]

  1. Solicitude

A hospitalidade, pensada a partir da Sagrada Escritura, “funda uma radicalidade ética” que visa à justiça. Que depende, não das “concessões teóricas do eu”, mas das “necessidades vitais do outro”, da atenção e cuidado para com este.[14]

É preciso dispormo-nos a receber o forasteiro, o estranho, sem esperar contrapartidas ou reciprocidade. Mesmo que isso implique o incômodo e o transtorno de uma visita eventualmente inoportuna. Aliás, mesmo quando desejada, em certo sentido, a entrada de outrem representa sempre a invasão de um espaço e a interrupção de uma rotina.[15]

Com essa disposição na acolhida, não deixaremos transparecer para o hóspede qualquer eventual mudança em nosso cotidiano ou problemática que ocorra durante sua estadia. Ele deve sentir-se em casa e ser tratado com honra, “consideração, atenção e delicadeza”.[16]

  1. Discrição

Esta inclui não somente o ato de reserva e sensatez ao falar sobre a vida familiar e, mais ainda, sobre a vida do hóspede, mas está inscrita na temporalidade da estadia. O que se convencionou como regra geral de tempo para hospedar-se em casa de alguém são três dias. Mais tempo que isto, o hóspede pode provocar incômodo, quer por razões econômicas, quer por razões psicológicas. Assinala Montandon que três dias marcam a hospitalidade ofertada, mas, por tempo restrito: “Três dias simbólicos que definem o quadro e os limites: um tempo para acolher, um tempo para ficar, um tempo para partir”.[17]

  1. Acolher Deus

Receber um hóspede é receber o próprio Deus. Em contrapartida, nos lembra Susin que também aquele que recebe o estrangeiro, “com este gesto de acolhida, oferece Deus ao hóspede.”[18] Acolher o estrangeiro é mistério. É o reconhecimento do caráter sagrado do outro.

Oxalá pudéssemos todos dizer com Etty Hillesum, o que ela escrevera em seu diário no campo de concentração nazista (15/09/1942): “Gosto imenso das pessoas, porque em cada uma amo um pedaço de ti, meu Deus. E procuro-te por toda parte nas pessoas e, muitas vezes, acho um bocadinho de ti. E tento desenterrar-te nos corações dos outros, meu Deus”.[19]

Exemplo de hospitalidade em uma situação extremamente difícil! No limite de um campo de concentração certamente conseguiu ser, para muitos, o que pedia a Deus: “Gostaria de ser um bálsamo para muitas feridas”.[20]

Hospitalidade inter-religiosa

Raimon Panikkar (1918-2010) assinala que “[…] para conhecer uma religião […] é preciso partilhar a vida daqueles que creem nela. […] essa partilha de vida é precisamente hospitalidade”.[21]

O diálogo entre as religiões é “um encontro entre estranhos” onde cada um precisa entrar no mundo dos sinais que o outro carrega e compreendê-los para que a convivência possa ser alcançada.

A hospitalidade inter-religiosa se abre ao diálogo e é um chamado missionário e universal. Missão a uma fraternidade entre os fiéis das distintas tradições de fé presentes no mundo e uma acolhida gratuita ao outro que diz não professar fé alguma.

No entanto, as religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamismo) têm dificuldade em “imaginar uma hospitalidade inter-religiosa. Durante os últimos séculos elas desenvolveram, antes, a noção de tolerância”. Para P.-François de Béthune, a tolerância é um grau mínimo de acolhida, pois, significa “suportar um erro, um desconforto, o que não teria muito a ver com o diálogo”.[22]

Devemos levar em conta que todos somos hóspedes do Divino e aí, repousa a razão de ser teológica da situação de acolhida mútua ou de hospitalidade. Somos todos peregrinos em uma terra que não é nossa propriedade, mas, que nos foi dada a tarefa de cuidar e passar adiante. Neste sentido, a nossa relação com o mundo não é a da autoafirmação e da posse, mas a da receptividade e da acolhida.[23]

Leonardo Boff alerta que:

Ou nos sentimos, como diz o salmista, hóspedes nesse mundo, nos mostramos hospitaleiros uns para com os outros e aprendemos a con-viver como aliados numa casa comum, comendo da mesma mesa, ou podemos nos comportar como inimigos e ir ao encontro de conflitos devastadores como jamais vistos na face da Terra (Boff, 2005, p. 33).

A hospitalidade se expressa também na partilha espiritual. As experiências espirituais que se realizam nas diferentes religiões e caminhos “formam a interioridade humana e rasgam os horizontes mais vastos que vão para além deste universo e se abrem para o Infinito”.[24] Elas possibilitam ao ser humano se religar “à Fonte originária de todo o ser, cria um laço misterioso que perpassa todo o universo e re-unifica todas as coisas inter-retro-conectadas num todo dinâmico e aberto para cima e para frente”.[25] É a experiência da transcendência, experiência de Deus.

 

 

Considerações finais

A hospitalidade “é antes de mais nada uma disposição da alma, aberta e irrestrita” , assinala Leonardo Boff[26] e, por isso mesmo, ela é também fragilidade e exposição de si ao outro desconhecido. Infelizmente, diante da “modernidade líquida”[27] onde se passa da solidariedade para a competição, onde os laços são frágeis, hospedar o estrangeiro torna-se, por vezes, problemático: “teme-se que o desconhecido seja um bandido ou um terrorista”.[28] Esta exige, portanto, cada vez mais empenho das religiões. Este pode ser o momento propício para que elas sejam ouvidas além das suas fronteiras.

     Não se trata de um sincretismo, que tenta passar por cima das diferenças entre as diversas tradições religiosas buscando reduzir seus conteúdos, com a finalidade de um terreno comum dialogal, nem do ecletismo, que escolhe alguns elementos e os concilia de maneira “informe e incoerente”, à procura de um “denominador comum”.[29] Antes, é o respeito às diferenças em que cada interlocutor se empenha na hospitalidade inter-religiosa, mantendo suas convicções inegociáveis, na compreensão e na estima sinceras.

Aquele e aquela que desejam, verdadeiramente, encontrar as testemunhas de outra tradição de fé, se descobrem, pouco a pouco, transformados. Não devemos temer a perda da nossa identidade religiosa, pois, este caminhar nos possibilita aprofundar a própria tradição e assim, enriquecê-la ainda mais.

Grande Sinal: Revista de Espiritualidade, Petrópolis, v. 69, n.01, p. 11-21, Jan./Fev 2015

Referências bibliograficas

BAPTISTA, Isabel. Para uma geografia de proximidade humana. Revista Hospitalidade, São Paulo, ano 2, n. 2, p. 11-22, 2. sem. 2005. Disponível em: <http://www.revhosp.org/ojs/index.php/hospitalidade/article/view/219>. Acesso em: 26/07/2014.

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[1] Beaurecueil, Serge. Mes enfants de Kaboul. Paris: Cerf, 2004, p. 63-67.

[2] Júpiter, o deus criador e seu filho Hermes vêm entre os seres humanos para saber como andava a hospitalidade. Peregrinaram como pobres e foram rejeitados em muitos lugares, mas, Báucius e Filêmon, um casal idoso, os receberam em sua humilde casa e lhes deram o que de melhor possuíam: lavaram-lhes os pés, comida quentinha, e a própria cama para que os andarilhos descansassem. A mensagem deixada pelo mito é “Quem hospeda forasteiros, hospeda a Deus”.

[3] Béthune, Pierre-François de. L’Hospitalité sacrée entre les religions. Paris: Albin Michel, 2007, p. 151-152.

[4] Ibid., p. 153.

[5] Ibid., p. 154-155.

[6] Ibid., p. 117.

[7] Derrida, Jacques. Opus cit., p. 69; 71.

[8] Keryell, Jacques. Il giardino di Dio: con Louis Massignon incontro all’Islam. Bologna: EMI, 1997, p. 133-135.

[9] Abraão pede a Sara que faça pães cozidos, escolhe um vitelo “tenro e bom” e pede ao servo para prepará-lo. Tudo isto e mais coalhada e leite é colocado à frente de seus hóspedes (Gn 18,6-8).

[10] De Chergé, Christian. L’Autre que nous attendons: homélies de père, 1970-1996. Godewaersvelde: Éditions de Bellefontaine, 2009, p. 70. (Collection Les cahiers de Tibhirine. Série Paroles; 2).

[11] DAL CORSO, Marco; SGROI, Placido. L’Ospitalità come principio ecumenico. Rimini: Pazzini, 2008, p. 127.

[12] Dal Corso, Marco; Sgroi, Placido. Opus cit., p. 28.

[13] Montandon, Alain (Org.). Prefácio à obra O livro da hospitalidade: acolhida do estrangeiro na história e nas culturas. São Paulo: Senac, 2011, p. 34.

[14] Dal Corso, Marco; Sgroi, Placido. Opus cit., p. 126.

[15] Baptista, Isabel. Para uma geografia de proximidade humana, p. 16. Revista Hospitalidade, São Paulo, ano 2, n. 2, p. 11-22, 2. sem. 2005. Disponível em:

 <http://www.revhosp.org/ojs/index.php/hospitalidade/article/view/219>. Acesso em: 26/07/2014.

[16] Montandon, Alain (Org.). Opus cit., p. 23.

[17] Montandon, Alain (Org.). Opus cit., p. 34.

[18] Susin, Luiz Carlos. Deus hóspede: hospitalidade e transcendência, p. 8. Thaumazein, Ano V, Número 12, Santa Maria (Dezembro de 2013), p. 06-21. Disponível em: < http://sites.unifra.br/Default.aspx?alias=sites.unifra.br/thaumazein>. Acesso em: 26/09/2014.

[19] Hillesum, Etty. Diário: 1941-1943. Lisboa: Assírio & Alvim, 2009, p. 280. 3a. ed.

[20] Ibid., p. 333.

[21] Prefácio a Béthune, Pierre-François de. L’Hospitalité sacrée entre les religions, p. 9.

[22] BÉthune, Pierre-François de. Opus cit., p. 148.

[23] Dal Corso, Marco; SGROI, Placido. Opus cit., p. 134.

[24] Ibid., p. 64.

[25] Id.

[26] Boff, Leonardo. Opus cit., p. 198.

[27] O sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, utiliza este termo em suas análises sociológicas para descrever a fluidez e incertezas dos tempos atuais. Cf. Bauman, Zygmunt. Modernidade líquida. São Paulo: Zahar, 2001.

[28] Prefácio a BÉTHUNE, Pierre-François de. Opus cit., p. 10.

[29] Dupuis, Jacques. O cristianismo e as religiões: do desencontro ao encontro, São Paulo: Loyola, 2004, p. 285-286.



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