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Ecoteologia

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Objetivo da Página

 

A crise ecológica de proporções inéditas que enfrentamos atualmente se articula à urgência da crise social, gerada pela desigualdade crescente, com a consequente existência de milhões de pessoas em situação de pobreza em todo o mundo. Uma única crise, complexa, que interpela fortemente nossos padrões culturais, econômicos e sociais: formas de produção, consumo, acumulação e desperdício. Interpela e exige, também, novas respostas de evangelização e a consolidação de uma reflexão teológica que incorpore a indispensável dimensão de “conversão ecológica”, pregada pelo Papa em sua Encíclica Laudato Si.

A resposta teológica ao “grito da terra”, à sensibilidade ecológica, vem, na última década, consolidando-se no campo da Ecoteologia, bem como em propostas de espiritualidade ecológica. Na América Latina, tanto as práticas missionárias como as frentes evangelizadoras que atuam em diálogo com povos e nações indígenas, camponesas, com populações afrodescendentes e povos tradicionais, vem também, há anos, ampliando este campo de vivência, de experiência e de reflexão teológica.

O lançamento da Encíclica Laudato Sí, pelo Papa Francisco, em 2015, ano em que se realizou a XXI Cúpula do Clima, marcou um ponto importantíssimo nesta jornada. A palavra do Papa ecoa, incorpora e avança em relação às propostas anteriores e passa, assim, a ser uma referência nova na vida da Igreja e, especialmente, em nossas iniciativas de formação e de evangelização. Não é, no entanto, um fim em si mesmo. A Encíclica nos desafia a aprofundar a reflexão e a prática do ser e estar no mundo em consonância com o indispensável “cuidado da Casa Comum”. Sua publicação foi seguida por um conjunto expressivo de cursos, palestras, vídeos, cartilhas, programas de rádio, visando ampliar sua difusão, popularização e impacto.

O Instituto Teológico Franciscano somou-se a este esforço de apropriação teórica, teológica e prática das orientações emanadas pelo Papa. Realizada uma Semana Teológica em 2015 sobre o tema, ficou clara a necessidade de desdobramento do trabalho, aprofundando, complexificando, ampliando e envolvendo novos parceiros. Assim, está sendo consolidado um Núcleo de Pesquisa sobre:

“Ecoteologia: contribuição franciscana à evangelização e à reflexão teológica”.

Neste contexto, identificamos, após nove meses de trabalho, o momento importante que vive a Ecotologia: momento que exige fortalecimento, aprofundamento de categorias e de práticas. Nos meses de agosto a novembro de 2016 estamos formando um conhecimento comum sobre as bases científicas da ecologia. O Instituto Teológico Franciscano tem uma história importante neste campo e reassume agora, com maior vigor, o compromisso de ampliar e fortalecer este campo de reflexão e de prática missionária e evangelizadora.

Para tanto, como tarefa inicial, identificamos a necessidade e a oportunidade de um “Mapeamento sistemático da produção disponível sobre Ecoteologia”. Tal mapeamento não existe disponível no Brasil. Pelos levantamentos e conversas preliminares, identificamos que, também na América Latina não há uma sistematização desta natureza disponível ao público.

Este é, portanto, um passo inicial fundamental para avançarmos na consolidação, ampliação, fortalecimento e divulgação de propostas ecoteológicas, bem como para a sua consolidação prática. Serão mapeados, artigos, livros, teses, vídeos e outras publicações. Serão identificados também os Centros de Pesquisa, formal e informal, os núcleos e grupos religiosos, as pastorais e movimentos sociais que atualmente produzem sobre o tema e/ou atuam dentro desta perspectiva. A sistematização realizada estará disponível em uma área a ser criada no site do ITF

Do núcleo de pesquisa fazem parte alguns professores do ITF, alunos de graduação em Teologia bem como leigos/as provenientes de Universidades Públicas e Particulares, além de outros membros da Família Franciscana. São pessoas com vasta bagagem de conhecimento teórico e prático em suas respectivas áreas, mestres ou doutores em Ciências Humanas, como Filosofia, Antropologia, Biologia, Ciências sociais e Educação.

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