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Artigos, Destaques - 30/05/2018

Adoração Eucarística: uma reflexão teológico-espiritual e uma sugestão prática

Frei José Ariovaldo da Silva, OFM*

Petrópolis, RJ

Por ocasião da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, gostaria de contribuir aqui com uma breve reflexão e, a partir daí, apresentar inclusive uma sugestão prática para um bom momento de adoração eucarística, pessoal ou comunitária, fora da Missa.

Adorar o Santíssimo Sacramento: o que é isso? E por que dizemos que adoramos a Hóstia? Um primeiro esclarecimento nesse sentido seria bom, para então irmos a uma criteriosa prática de adoração fora da Missa. Então vamos lá! Estamos diante de palavras importantes como “adorar”, “Santíssimo Sacramento”, e “Hóstia”.

 

Adorar

A palavra “adorar” é uma palavra que vem do latim “adorare”. Adorare, por sua vez, é uma palavra que se formou pela junção da partícula “ad” (que expressa movimento: “em direção a”) com o verbo “orare” (que vem de “os/oris”, significando “a boca” ou também “o rosto”, “a face”). Assim sendo, “adorare” significa no fundo o movimento de aproximar a boca, ou o rosto, ou a face, e até mesmo o coração e todo o ser; buscar colar-se ao objeto de imensa estimação. O beijo poderia representar tal movimento. Mas, na palavra “adorare” temos, sobretudo, o movimento de buscar se identificar, formar um só corpo, uma só carne, com o objeto ou pessoa amada e tudo o que ela significa. É o que a palavra “adorar”, na sua origem, parece evocar. E adorar a Deus? É ter tanta admiração por Ele e seu projeto de vida para todos, que o meu (ou nosso) desejo é estar n’Ele e Ele em mim (ou em nós), formando com Ele um só corpo e, de fato, me lanço na realização deste desejo, que é também desejo de Deus, em primeiro lugar. Eu o adoro porque, em primeiro lugar, ele me “adora”.

Adorar o Santíssimo Sacramento

Falamos em “adorar o Santíssimo Sacramento”. A expressão “Santíssimo Sacramento” tem a ver com Jesus Cristo presente no Pão consagrado. Por que “sacramento”? Sacramento tem a ver com sinal, símbolo. Então, no sinal, símbolo, figura do pão (e do vinho), cremos realmente presente o Senhor Jesus. Ele se faz, por força do Espírito, tão intensa e intimamente presente, a ponto de afirmarmos que o Pão consagrado é o próprio Corpo d’Ele. Ele se “abaixa” à condição de matéria (pão, vinho) para, assim, nos alimentar com sua Presença real e nos fazer entrar em comunhão com seu Corpo[1]. Por isso o sacerdote, ou ministro(a), ao mostrá-lo para você no momento da comunhão, diz: “O Corpo de Cristo”. E você responde: “Amém” (quer dizer: “Isso mesmo!”, “Assino embaixo”, “Assim é, e o acolho!”). E por que “Santíssimo”? Porque no Pão (e no Vinho) está Aquele que se reservou totalmente, como ninguém, a você (a nós todos): Ele é todo “seu”, todo “nosso”, comungando com você, sem reservas, santíssimo, para fazer de todos nós n’Ele um único Corpo! Ele nos “adora” por primeiro! “Isto é o meu corpo entregue… meu sangue derramado… por você”, diz Ele na missa e, silenciosamente, continua dizendo-o no Sinal sacramental, no Pão consagrado. Então, podemos dizer que “adorar o Santíssimo Sacramento” significa: colocar-se numa contemplativa e grata escuta desta Palavra (“Isto é meu corpo entregue… meu sangue derramado… por você”) e, a partir desta escuta, buscar mergulhar neste mesmo projeto de entrega de si pelos outros, a fim de que todos tenham vida em plenitude.

Adorar a Hóstia

Fala-se também em “adorar a Hóstia”. Por que Hóstia? Esta palavra vem do latim. Nós a herdamos do latim. E é praticamente sinônimo de “vítima”. Ao animal sacrificado em honra dos deuses, à vítima oferecida em sacrifício à divindade, os romanos (que falavam latim) chamavam de “hóstia”. Ao soldado tombado na guerra vítima da agressão inimiga, defendendo o imperador e a pátria, chamavam de “hóstia”.

Relacionada à palavra “hóstia” temos a palavra latina “hóstis”, que significa: “o inimigo”. Daí vem o adjetivo “hostil” (agressivo, ameaçador, inimigo) e o verbo “hostilizar” (agredir, provocar, ameaçar). E a vítima fatal de uma agressão, por conseguinte, é uma “hóstia”.

Então, aconteceu o seguinte: O cristianismo, ao entrar em contato com a cultura latina, agregou no seu linguajar teológico e litúrgico a palavra “hóstia”, exatamente para referir-se à maior “Vítima” fatal da agressão humana: Cristo morto e ressuscitado. Os cristãos adotaram a palavra “hóstia” para referir-se ao Cordeiro imolado (vitimado) e, ao mesmo tempo ressuscitado, presente no memorial eucarístico.

A palavra “hóstia” passa, pois, a significar a realidade que Cristo mesmo mostrou naquela ceia derradeira: “Isto é o meu corpo entregue… o meu sangue derramado”. O Pão consagrado, portanto, é uma “Hóstia”, aliás, a “Hóstia” verdadeira, isto é, o próprio Corpo do ressuscitado, uma vez mortalmente agredido (“hostilizado”) pela maldade humana e agora vivente entre nós feito Pão e Vinho, entregue para ser comida e bebida: Tomai e comei…, tomai e bebei.

Infelizmente, com o correr dos tempos, perdeu-se muito este sentido profundamente teológico e espiritual que a palavra “hóstia” assumiu na liturgia do cristianismo romano primitivo, e se fixou quase que só na materialidade da “partícula circular de massa de pão ázimo que é consagrada na missa”. A tal ponto que acabamos por chamar de “hóstia” até mesmo a partícula ainda não consagrada guardada lá na sacristia! Nada a ver!

Hoje, quando falo em “Hóstia”, penso na “Vítima pascal”, penso na morte de Cristo e sua ressurreição; penso no mistério pascal. Hóstia para mim é isto: a morte do Senhor e sua ressurreição, sua total entrega por nós, presente no Pão e no Vinho consagrados. É por isso que, após a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e a narração da última ceia do Senhor, na missa, toda a assembleia canta: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”.

Diante desta “Hóstia”, isto é, diante deste mistério, a gente se inclina em profunda reverência, se ajoelha e mergulha em profunda contemplação, assumindo o compromisso de ser e viver também assim: corpo oferecido “como hóstia viva, santa, agradável a Deus” (Rm 12,1). Comungar a Hóstia significa assimilar o seu mistério na totalidade do nosso ser para se tornar o que Cristo é: entrega de si a serviço dos irmãos, hóstia. E adorar a Hóstia significa render-se ao seu mistério, para vivê-lo no dia-a-dia; deixar-se “plasmar pela presença real do Senhor”[2] e, assim, qualificar nosso agir cristão na sociedade em que vivemos.

E agora entendo melhor quando o Concílio Vaticano II, ao exortar para a participação consciente, piedosa e ativa no “sacrossanto mistério da eucaristia” (na missa), completa: “E aprendam a oferecer-se a si próprios (grifo meu) oferecendo a hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele e, assim, tendo a Cristo como Mediador, dia a dia se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que, finalmente, Deus seja tudo em todos” (SC 48).

…prolongamento visível da Celebração eucarística

Conforme tradição antiquíssima da Igreja, parte do Pão consagrado na missa é guardado no sacrário. Para quê? Em primeiro lugar, para ser levado aos doentes: Esta é a sua “finalidade primeira e original”[3]. Em segundo lugar, para ser distribuído fora da missa e para adoração. Como nos orienta a Igreja hoje: “A finalidade primária e primordial de conservar a Eucaristia fora da Missa é a administração do Viático [comunhão para os doentes]; são fins secundários a distribuição da comunhão e a adoração de nosso Senhor Jesus Cristo presente no Sacramento”[4]. Portanto, a adoração não é a finalidade principal ao se guardar o Santíssimo no sacrário.

Contudo, isso não significa que a prática da adoração eucarística não tem nenhuma razão de ser ou sentido. Tem sim. Como, em parte, já vimos acima. Trata-se de uma prática também antiga e com fundamentos: “A conservação das sagradas espécies para os enfermos introduziu o louvável costume de adorar-se este alimento celeste conservado nas igrejas. Este culto de adoração se apóia em fundamentos válidos e firmes, sobretudo porque a fé na presença real do Senhor tende a manifestar-se externa e publicamente”[5].

É claro, houve época (e, quem sabe, ainda hoje!), em que se extrapolou, valorizando a prática da adoração eucarística acima da Celebração eucarística, acima da missa. A missa, na verdade é mais importante. É de lá, é dela que nos vem o Pão sagrado guardado para os doentes e, como tal, é também adorado: ela é a fonte. Como nos ensina o papa Bento XVI, apoiando-se numa proposição do último Sínodo sobre a Eucaristia: “a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja”. …“prolonga e intensifica aquilo de se fez na própria celebração litúrgica”, isto é, na missa[6].

O que se faz na missa? O que nela acontece? Nela, primeiro nos reunimos em assembleia, Corpo de Cristo. (É Deus que nos reúne no amor de Cristo!). Depois, nela, através de nós, na força do Espírito Santo, Jesus mesmo nos fala, pela Palavra proclamada. E nós respondemos (reagimos) com a profissão de fé e nossas preces. Depois, no mesmo Espírito, Jesus (hoje feito Igreja: nós reunidos em assembleia) atualiza para nós o que fez na última Ceia (é a Liturgia eucarística!): Pega o pão e o vinho (momento da preparação das oferendas), dá graças (Oração eucarística), parte e distribui para nós o pão e o vinho consagrados, seu Corpo entregue e seu Sangue derramado (Rito de comunhão). Assim, participamos do memorial da morte e ressurreição do Senhor Jesus; entramos em profunda comunhão com este mistério da fé, formamos com Ele um só Corpo bem unido e partimos em missão.

Ora, tudo isso é dose demais! É muita ‘vitamina’ espiritual, para assimilar em apenas meia hora, quarenta e cinco minutos, uma hora de missa… É previsto, após a comunhão na missa, um momento de silêncio, para ajudar a assimilar a esplêndida riqueza do Amor de Deus que a Eucaristia nos comunica. Mas ainda é muito pouco; pouco demais…

O que fazemos, então? Momentos posteriores de adoração eucarística. Então, olhando para o Corpo do Senhor, revivemos sua entrega total por nós na Celebração eucarística, entrega prolongada pela sua Presença no Pão consagrado. Revivemos a experiência de comunhão com nossos irmãos e irmãs, vivida na Celebração. Adoramos o Santíssimo Sacramento, adoramos a Hóstia! Por isso, Bento XVI, chama a nossa atenção para a importância da “relação intrínseca entre a celebração eucarística e a adoração… entre a Santa Missa e a adoração do Santíssimo Sacramento”[7]. E conclui, citando parte de um discurso seu à Cúria Romana, no dia 22.12.2005: “Com efeito, ‘somente na adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro. Precisamente nesse ato pessoal de encontro com o Senhor amadurece depois também a missão social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper não apenas as barreiras entre o Senhor e nós mesmos, mas também, e sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros’”[8].

 

Sugestão para um momento de adoração eucarística 

Feita esta reflexão acima, proponho-lhe uma sugestão para um momento de adoração eucarística. Baseio-me integralmente na interessante proposta do Guia Litúrgico-Pastoral da CNBB[9] que, por sua vez, se baseia numa ótima sugestão da teóloga liturgista Ir. Penha Carpanedo, a qual, de certa maneira resumindo o que dissemos há pouco, traz a seguinte reflexão introdutória: “A oração diante do Santíssimo Sacramento é meditação silenciosa da nossa participação no mistério pascal de Jesus. O culto público é a própria missa. A adoração é um tempo de assimilação pessoal de tudo o que experimentamos durante a celebração e vivenciamos no dia-a-dia. Retomamos no silêncio do nosso coração o mistério do Amor que amou até o fim, meditamos sobre a amorosa intervenção do Pai que ressuscitou Jesus da morte e confrontamos tudo isso com o nosso desejo de amar, com nossos fracassos e nossas vitórias”[10].

Não existe um roteiro definido para a adoração. Mas, dada a estreita relação que deve existir entre devoção ao Santíssimo e a celebração eucarística, é importante que tenhamos como referência a expressão comunitária da fé: a Palavra de Deus proclamada na missa, bem como as orações que na celebração dirigimos a Deus junto com o ministro. Por exemplo, servir-se das diversas partes da Celebração eucarística: a oração do dia, o prefácio, a oração eucarística, a oração após a comunhão, as leituras proclamadas na liturgia da Palavra. Repetir, no silêncio do coração, frases eucarísticas como: “Eis o mistério da fé”; “Felizes convidados para a Ceia do Senhor”; “Ele está no meio de nós!”; “Demos graças ao Senhor nosso Deus!” e outras expressões ou aclamações próprias da celebração…

O Guia Litúrgico-Pastoral traz o seguinte roteiro que pode bem ajudar no momento de adoração, pessoal ou comunitária, que supõe uma atitude de escuta e momentos de silêncio. Seguem os passos do roteiro proposto:

 

1.

            Estando diante do Corpo Senhor, primeiro tome consciência do seu próprio corpo: procure escutar a respiração, os sentimentos, suas emoções. Faça silêncio, prestando atenção na respiração. Faça isso por alguns minutos.

 

2.

            Ao olhar o Pão consagrado, lembre-se das palavras do Senhor: “Isto é o meu Corpo que será entregue por vós…” e renove a própria entrega com Jesus, que se oferece na missa e prolonga sua presença sacrificante na forma do Pão que é para ser dado e consumido. Lembre-se das atitudes de Jesus que o levaram à morte… Acolha em sua vida a salvação e deixe que o desejo de amar, como Jesus, ganhe espaço no coração.

 

3.

            Sinta-se em comunhão com o Corpo eclesial. Recorde as pessoas amigas, ou alguém com quem tem dificuldade de conviver; lembre as coisas boas que está vivendo e também os motivos de preocupação e de sofrimento próprio ou de outros(as); traga presente a santidade e as fraquezas da Igreja. Também as pessoas que sofrem, as que estão nos presídios, nos hospitais, no abandono… Coloque tudo no coração do Pai, como fez Jesus até no último momento de sua vida, quando estava na cruz.

 

4.

            Tome um texto da liturgia do dia: pode ser o evangelho, ou a leitura, ou o salmo, ou ainda a oração eucarística (desde o prefácio), ou as orações iniciais e de pós-comunhão. Leia, prestando atenção (leitura orante). Cada palavra da leitura é importante, vale a pena reler, meditando. Se uma palavra ou frase chamou a atenção, repita-a para si mesmo(a), e faça dela a própria oração. Se ao ler o texto se lembrar de outro texto bíblico, ou litúrgico, dar atenção a isso; repita-o no coração…

 

            Agradeça a Deus por tudo que se tem recebido de sua bondade. Dê graças por toda a criação, por todo o bem realizado no universo. Dirija a Deus salmos, cânticos e refrões bíblicos. Se for em grupo, pode-se cantar ou recitar juntos. Pode ser o próprio salmo do dia ou outro.

 

6.

            Termine rezando a oração que Jesus mesmo ensinou.

Bibliografia

 

ALDAZÁBAL, José. O culto da Eucaristia. In: A Eucaristia. Petrópolis: Vozes, 2002, p. 367-379.

BENTO XVI. Exortação apostólica pós-sinodal “Sacramentum Caritatis” sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja (= A Voz do Papa 190). São Paulo: Paulinas, 22007.

CARPANEDO, Penha. Hora santa eucarística. In: Revista de Liturgia, São Paulo, n. 195, 2006, p. 29.

CASTELLANO, Jesús. Teología y mistagogía de la adoración eucarística: reflexiones y sugerencias. In: Phase, Barcelona, n. 264, 204, p. 489-504.

CNBB. Guia Litúrgico-Pastoral. Brasília: Edições CNBB, 2s.d., p. 50-54.

GARZA, Carlos Junco. La devoción a la Eucaristia. Consideraciones bíblico-teológicas. In: Efemérides Mexicana 65, México, 2004, p. 247-270.

HENNAUX, Jean-Marie. L’adoration eucharistique. In: Nouvelle Revue Théologique, Bruxelles, 123, 2001, p. 574-582.

LÓPEZ MARTÍN, Julián. Culto eucarístico. In: SARTORE Domenico – TRIACCA Achille M. Nuevo Diccionario de Liturgia. Madrid: Paulinas, 1987, p. 511-518.

PAULO VI. Encíclica “Mysterium Fidei” sobre o culto da Sagrada Eucaristia (= Documentos Pontifícios 153). Petrópolis: Vozes, 21965.

SAGRADA CONGREGAÇÃO DOS RITOS. Instrução “Euchahristicum Mysterium” sobre o Culto Eucarístico (= Documentos Pontifícios 168). Petrópolis: Vozes, 1967.

SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa. São Paulo: Paulinas, 61975.

VATICANO II. Constituição “Sacrosanctum Concilium” sobre a Sagrada Liturgia. In: Compêndio do Vaticano II. Petrópolis: Vozes, 261997, p. 259-306 (n. 521-750).

VV.AA. Adorar a Cristo eucarístico (= Cuadernos Phase 56). Barcelona: Centre de Pastoral Litúrgica, 1994.

VV.AA. El culto eucarístico (= Cuadernos Phase 56). Barcelona: Centre de Pastoral Litúrgica, s.d.

* Doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma e professor do Instituto Teológico Franciscano (ITF – Petrópolis, RJ).

[1] É bom lembrar que esta “presença real” não exclui outras presenças também “reais” de Cristo, tais como na pessoa do ministro que preside a celebração litúrgica, na própria assembleia litúrgica, na Palavra proclamada e explicada na Liturgia, nos sacramentos em geral (cf. Concílio Vaticano II. Constituição “Sacrosanctum Concilium” sobre a Sagrada Liturgia, n. 7; Paulo VI. Encíclica “Mysterium Fidei” sobre o culto da Sagrada Eucaristia, n. 35-39; Sagrada Congregação dos Ritos. Instrução “Euchahristicum Mysterium” sobre o Culto Eucarístico, n. 9; Sagrada Congregação para o Culto Divino. A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa, n. 6).

[2] Cf. BENTO XVI. Exortação apostólica pós-sinodal “Sacramentum Caritatis” sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja, n. 67.

[3] Cf. SAGRADA CONGREGAÇÃO DOS RITOS. Instrução “Euchahristicum Mysterium” sobre o Culto Eucarístico, n. 9.

[4] SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa, n. 5.

[5] Ibid.

[6] BENTO XVI. Exortação apostólica pós-sinodal “Sacramentum Caritatis” sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja, n. 66.

[7] Ibid., 66.

[8] Ibid.

[9] CNBB. Guia Litúrgico-Pastoral, p. 53-54.

[10] CARPANEDO, Penha. Hora santa eucarística. In: Revista de Liturgia, São Paulo, n. 195, 2006, p. 29.



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