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Artigos, Destaques - 16/02/2017

7º Domingo do Tempo Comum, ano A

jesusteaching

*Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos persegue

Oração: “Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações”.

 

  1. Primeira leitura: Lv 19,1-2.17-18

 

O texto faz parte do conjunto de Lv 17–26, conjunto chamado de “Lei de Santidade”, por repetir várias vezes a fórmula “Sede santos, porque eu, vosso Deus, sou santo”. As leis deste conjunto exigem que o povo de Israel seja santo, isto é, que saiba distinguir entre o sagrado e o profano e observe as leis morais e cultuais em vista de um relacionamento correto com a santidade de Deus. Os v. 1-2 introduzem o chamado “decálogo levítico” (v. 3-18), que insiste na prática da justiça e da caridade nas relações sociais; tudo se resume no mandamento “amarás teu próximo como a ti mesmo” (v. 18). O amor exigido dirige-se especialmente aos compatriotas israelitas (Lv 19,15-18), mas não exclui o estrangeiro (v. 10). Quem ama seu próximo é convidado a corrigi-lo, quando este age mal.

O apelo de Moisés se dirige a toda a comunidade de Israel. É um convite para entrar na esfera do divino: “Sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”. É um convite a imitar a santidade divina. Ensina-nos a agir como Deus age: Deus dá a chuva para bons e maus, justos e injustos, e nos leva a descobrir o próximo numa pessoa desconhecida, que precisa de nossa ajuda, como Jesus nos ensina na parábola do bom samaritano (Lc 10,23-27). Ensina-nos ainda a amar quem nos calunia ou persegue, e exclui o ódio e a vingança, pois o amor ao próximo como a si mesmo nasce de nossa comum origem em Deus, nosso criador, e do mistério da encarnação.

Salmo responsorial: Sl 102: Bendize, ó minh’alma, ao Senhor,

pois ele é bondoso e compassivo.

Louvamos a Deus, bondoso e compassivo, que somos convidados a imitar: “Sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”.

  1. Segunda leitura: 1Cor 3,16-23

 

Não sabeis que sois santuários de Deus

e que o Espírito de Deus mora em vós?…

O santuário de Deus é santo, e vós sois esse santuário.

Depois de descrever como se constrói a Igreja, templo de Deus (3,1-15), Paulo tira as conclusões: a presença do Espírito de Deus torna santa a comunidade eclesial. Também o corpo de cada um dos cristãos é templo do Espírito Santo (1Cor 6,19-20). Onde está Deus, não tem sentido endeusar pessoas, dizendo “eu sou de Pedro, eu sou de Apolo, eu sou de Paulo”. Porque todos nós somos de Cristo, e Cristo é de Deus. “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá” (1Cor 3,17).

Paulo plantou a semente, Apolo e Pedro a regaram e a fizeram crescer. A intenção de cada evangelizador é conduzir todos os fiéis a Cristo Jesus. Especificamente, Paulo se propõe conduzir todos à sabedoria da cruz de Cristo, que culmina com sua ressurreição.

 

Aclamação ao Evangelho

É perfeito o amor de Deus

Em quem guarda sua palavra.

 

 

  1. Evangelho: Mt 5,38-48

Amai os vossos inimigos.

 

À lei da vingança Jesus propõe a não vingança, a não violência; não enfrentar o malvado, mas ceder. Propõe estender a mão a quem pede pão ou um empréstimo. É a não violência ou resistência pacífica de Manahthma Ghandi. O amor ao próximo previa o amor ao próximo judeu, mas não ao samaritano ou ao estrangeiro ou pagão (“odiar” = amar menos). Jesus propõe não só amar os inimigos, mas até rezar por eles. Para Jesus, o amor deve estender-se não só aos do mesmo clã, amigos ou familiares. Isso também os pecadores e os pagãos fazem. Para sermos filhos de Deus, devemos imitar o próprio Deus, ou seja, amar como ele ama: ele faz nascer o mesmo sol para bons e maus, faz cair a mesma chuva para justos e injustos. Devemos ser perfeitos (Lucas: misericordiosos), como o Pai celeste é perfeito. Jesus, que deu sua vida por nosso amor, é o exemplo desta perfeição no amor.

 

*Frei Ludovico Garmus



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