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Artigos, Destaques - 17/05/2017

6º Domingo da Páscoa, ano A

Se me amais, guardareis os meus mandamentos.

Oração: “Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos celebrar com fervor estes dias de júbilo em honra do Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda sempre aos mistérios que recordamos”.

  1. Primeira leitura: At 8,5-8.14-17

Impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.

Antes da ascensão ao céu, Jesus reforça a promessa da vinda do Espírito Santo e comunica o plano de evangelização a ser seguido: “Recebereis… o Espírito Santo… e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, até os confins da terra” (At 1,8). Na missão de Jerusalém se destacam as figuras de Pedro e João; na Judeia e Samaria, Estêvão e Filipe; e na missão aos “confins da terra”, Barnabé e Paulo. Em Jerusalém e na Judeia se convertem judeus de língua aramaica e, depois, judeus de fala grega. A força que impulsiona a missão vem do Espírito Santo, derramado sobre a Igreja. É o Espírito Santo que leva Pedro e João a pregar corajosamente o Evangelho em Jerusalém. Leva Estêvão a pregar aos judeus de língua grega, Filipe a pregar ao camareiro etíope (pagão) e a levar o Evangelho aos samaritanos. Os samaritanos, que só aceitam o Pentateuco, acolhem com alegria o anúncio de Jesus Cristo; depois, pela imposição das mãos de Pedro e João, recebem o Espírito Santo. É o Espírito Santo que leva Pedro a pregar o Evangelho à família de Cornélio em Cesareia Marítima. É Ele que une numa só família a Igreja formada de judeus de língua aramaica, judeus de língua grega, samaritanos e pagãos convertidos.

Salmo responsorial: Sl 65

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,

cantai salmos a seu nome glorioso.

  1. Segunda leitura: 1Pd 3,15-18

Sofreu a morte em sua existência humana,

mas recebeu nova vida no Espírito.

O autor da epístola exorta os cristãos perseguidos por causa de sua fé em Cristo a dar razões de sua esperança. Isso deve ser feito “com boa consciência”, isto é, sem polêmicas, com mansidão e respeito pelos que não creem. Para uma testemunha de Cristo (mártir) “será melhor sofrer praticando o bem… do que praticando mal”. O modelo a seguir é Cristo, que “sofreu na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito”. O testemunho dado por Cristo é a razão da esperança cristã.

Aclamação ao Evangelho:

Quem me ama realmente guardará minha palavra,

e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.

  1. Evangelho: Jo 14,15-21

Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Defensor.

Continuamos escutando o discurso de despedida de Jesus. No domingo passado (Jo 14,1-12), a insistência recaía nas palavras “crer, acreditar e confiar” (seis vezes). No texto de hoje, a insistência está no verbo “amar” (cinco vezes). Jesus vai separar-se fisicamente de seus discípulos, mas não os deixará órfãos (v. 18). Pedirá ao Pai que lhes dê um Defensor, o Espírito Santo, para que permaneça sempre com eles. O Espírito Santo é o Defensor ou o Advogado do cristão, quando este deverá dar testemunho de sua fé diante dos tribunais: “Quando vos levarem diante das sinagogas, dos magistrados e das autoridades, não vos preocupeis como, ou o que haveis de responder; porque nessa hora o Espírito Santo ensinará o que deveis dizer” (Lc 12,11-12). A condição é o amor: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (v. 15.21). Pelo amor conheceremos o Espírito da Verdade, “porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós”. A presença física e mortal de Jesus é substituída pela presença ou inabitação da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, nos cristãos que amam a Cristo e observam os seus mandamentos: “Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. Os mandamentos de Cristo se resumem no amor, vivido com os irmãos: “Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (13,34). Quando o cristão, animado pelo Espírito Santo, vive o amor ao próximo torna viva a presença do amor de Deus.

 

Frei Ludovico Garmus, OFM



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