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Artigos - 17/03/2017

3º Domingo da Quaresma, ano A

Oração: “Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado. Acolhei esta confissão de nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia”.

reflexão

“Quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá cede”.

  1. Primeira Leitura: Ex 17,3-7

O Senhor está no meio de nós ou não?

Moisés, em nome de Deus, apresenta o plano de libertação: deixar de servir ao Faraó com trabalhos forçados, para servir somente ao Senhor, numa terra prometida aos antepassados. A primeira parte do plano foi concluída e o povo já não era mais escravo. Mas, entre o Egito e a Terra prometida havia um deserto; no Egito, era abundante a água e a consequente fertilidade do solo. No deserto, só penúria e escassez de água. Daí a revolta: o povo tenta a Deus, contesta a autoridade de Moisés e quase o apedreja. A reclamação – “Deus está, ou não está no meio de nós?” – mostra uma fé abalada no Deus libertador.

Deus intervém e ordena que Moisés reassuma a liderança, tomando seu bastão, símbolo do poder divino, bastão que estendeu para ferir o Egito (rio Nilo) e abrir um caminho no Mar Vermelho para o povo passar. Acompanhado pelos anciãos, ele devia ir à frente do povo, bater na rocha junto ao monte Horeb, na presença do Senhor. Moisés assim fez, e da rocha saiu água para matar a sede de todo o povo.

Paulo diz que o povo bebeu uma água espiritual e que a rocha da qual saiu água era Cristo (1Cor 10,3-4). O símbolo da água nos remete para o tema quaresmal e pascal do batismo e ao evangelho; aí Jesus se apresenta para a Samaritana como a fonte de água viva.

 

Salmo responsorial: Sl 94

Hoje não fecheis o vosso coração,

mas ouvi a voz do Senhor!

  1. Segunda leitura: Rm 5,1-2.5-8

O amor foi derramado em nós pelo Espírito que nos foi dado.

No trecho da Carta de Paulo aos Romanos, hoje lido, o Apóstolo nos fala das assim chamadas virtudes cardeais; elas são as mais importantes entre os dons do Espírito: fé, esperança e caridade/amor. Na primeira Carta aos Coríntios, Paulo já exaltava a primazia do amor: “No presente permanecem estas três coisas: fé, esperança e amor; mas a maior delas é o amor” (1Cor 13,13). Paulo lembra aos romanos que, por meio de Cristo, somos justificados pela fé, confirmados pela esperança da glória e pelo dom do “amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo”. Este dom nos foi dado por meio de Jesus Cristo, que “morreu por nós…, quando éramos pecadores”, prova máxima do amor de Deus.

Como você procura viver os dons da fé, da esperança e da caridade?

Aclamação ao Evangelho: Jo 4,42.15

            Glória e louvor a vós, ó Cristo.

            Na verdade, sois Senhor, o Salvador do mundo.

            Senhor, dai-me água viva, a fim de eu não ter sede!

  1. Evangelho: Jo 4,5-42

Uma fonte de água viva que jorra para vida eterna.

O evangelho de hoje é a realização plena do que a primeira leitura prefigura. A água pedida pelos israelitas no deserto prefigura a água viva que Jesus dá. Os hebreus pediam uma água que conheciam, mas não matava a cede. Jesus pede à Samaritana que lhe dê de beber da água do poço de Jacó (1ª leitura). A mulher estranha que Jesus (um judeu) peça água a uma Samaritana. Jesus responde que, se o conhecesse, ela mesma lhe pediria uma “água viva”, capaz de matar a sede para sempre. “E a água que eu lhe der – diz Jesus – se tornará nela uma fonte de água que jorra para a vida eterna”. A Samaritana pede, então, a Jesus que lhe dê de beber desta “água viva” e recebe o dom de Deus, isto é, a fé no próprio Jesus Cristo. Torna-se ela mesma “uma fonte de água que jorra para a vida eterna”.

De fato, ao final do diálogo, a Samaritana crê em Jesus e transforma-se em missionária do próprio povo: “Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será ele o Cristo”? Jesus, que tinha sede, não bebe a água do poço de Jacó. Sua sede é dar a todos os que nele crêem a “água viva” (o Espírito Santo), a fim de que sejam para outros “uma fonte de água que jorra para a vida eterna”. Quando os discípulos insistiam que comesse alguma coisa, Jesus responde: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (v. 34).

Como você procura saciar a sede de Deus em sua vida?

Frei Ludovico Garmus, OFM



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