PUBLICAÇÕES



NEWSLETTER
Receba as nossas novidades por e-mail! Clique aqui.

Artigos, Liturgia - 22/08/2017

“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”

pedro-tu-me-amas

“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Oração: “Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias”.

  1. Primeira leitura: Is 22,19-23

Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi.

Isaías denuncia Sobna, administrador do palácio do rei Ezequias e descendente de Davi. O motivo da acusação era sua política externa equivocada e o desvio de bens públicos para enriquecimento pessoal (corrupção!). O profeta anuncia que Deus tirará o ofício de Sobna e transferirá o “poder das chaves” para Eliacim, que será o novo administrador. Eleacim será revestido com as insígnias próprias desse cargo, símbolos da autoridade que lhe será confiada como prefeito do palácio real. Como novo administrador do palácio real, Eleacim carregará sobre seus ombros “a chave da casa de Davi”. Receberá o poder de abrir e fechar as portas, isto é, de permitir ou proibir o acesso junto ao rei. Agirá em nome do rei e participará de seu poder. “Será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá”, cuidando do bem-estar da família real e do povo da cidade.

No Evangelho, Jesus dá a Pedro “as chaves do Reino dos Céus”, para agir em Seu nome e cuidar de Sua casa, isto é, a Igreja.

Salmo responsorial: Sl 137 (138)

Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!

Completai em mim a obra começada!

  1. Segunda leitura: Rm 11,33-36

Tudo é dele, por ele, e para ele.

Na Carta aos Romanos (Rm 9–11), Paulo expressa dor e espanto pelo fato de o povo judeu, herdeiro legítimo das promessas, não ter acolhido Jesus como o Salvador e o Messias prometido. Mas, espera que Deus não desista de suas promessas de salvação feitas a Abraão e a seus descendentes, os judeus. No texto deste domingo, Paulo louva a sabedoria de Deus porque, por seu ministério, misteriosamente abriu o caminho da salvação para os pagãos. Contudo, mantém a firme esperança de que um dia também os judeus vão acolher a salvação oferecida em Cristo Jesus, pois Deus jamais rejeita a aliança com seu povo escolhido.

Aclamação ao Evangelho

Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja;

E os poderes do reino das trevas jamais poderão contra ela!

  1. Evangelho: Mt 16,13-20

Tu és Pedro, e eu te darei as chaves do Reino dos céus.

Depois de ter sido rejeitado por seus conterrâneos em Nazaré (13,54-58), Jesus ficou sabendo da morte de João Batista. Procurava, então, estar a sós para refletir sobre sua missão (14,1-13). A partir desses fatos, há uma virada na atividade de Jesus. Desacreditado pelos escribas e fariseus (Mt 16,1-4) e mal-entendido pelos próprios discípulos (16,5-12), Jesus se retira para a região isolada de Cesareia de Filipe, a fim de dedicar-se mais à formação dos discípulos. É neste “retiro” que Jesus pergunta aos discípulos sobre as expectativas do povo a seu respeito: “Quem as pessoas dizem que é o Filho do Homem?”

Na resposta, os discípulos disseram que, segundo algumas pessoas, Jesus era o novo João Batista, talvez porque elas viam uma continuidade entre a pregação de Jesus e a do Batista. Para essas pessoas, Jesus seria João Batista que tinha ressuscitado dos mortos (cf. Lc 9,7). Outras achavam que ele era o Elias esperado no dia do Senhor, no fim dos tempos, que traria a renovação total do povo de Deus (Ml 3,22-24). Outras, ainda, viam em Jesus um profeta, corajoso como Jeremias, que enfrentava as autoridades religiosas e civis.

Quando Jesus pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro toma a iniciativa e diz: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

Esta confissão de fé tornou-se a pedra fundamental da Igreja de Jesus Cristo, como lhe assegurou Jesus. Nesta nova Igreja, Pedro recebe o poder de “ligar a desligar” (Mt 16,19) e de “apascentar as ovelhas e os cordeiros” (Jo 21,15-17). Jesus apenas exige que ele o ame e seja fiel à sua missão. Pedro, em nome de Jesus, conduzirá a Igreja de Cristo, mas quem vai construí-la é o próprio Cristo: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. Pois a Igreja é constituída dos creem que Jesus é o Cristo, Filho do Deus vivo. Nós fazemos parte dessa Igreja: “E vós também, como pedras vivas, tornai-vos um edifício espiritual” (1Pd 2,5).

Pedro é um homem como nós, frágil e pecador; mas foi escolhido por Jesus para guiar sua Igreja. Durante a última Ceia, Pedro jurou que seria sempre fiel a Jesus. Na mesma noite, porém, negou três vezes que conhecia. Mesmo assim, Jesus o escolheu e rezou para que ele, Pedro, confirmasse seus irmãos na fé (Lc 22,31-34).

Confirmar e animar nossa fé é a missão do Papa Francisco, que também se confessa frágil e pecador e pede nossas orações. Ele nos confirma na fé com seu exemplo de humildade e serviço, com as visitas nas periferias de Roma e nas viagens apostólicas por vários continentes. Anima a vida cristã pelas Cartas Encíclicas que escreve, como “Alegria do Evangelho” e “Alegria do Amor”. Na Encíclica Laudato Sì (Louvado sejas), convoca os cristãos e todos os homens de boa vontade a se unirem em defesa da ameaçada vida da humanidade e de todos os seres vivos. Cuidar de nossa “Casa comum”, a Irmã e a Mãe Terra”, é uma tarefa urgente. Não basta rezar pelo Papa Francisco; é preciso escutar o que ele nos diz, ler o que nos escreve e colocar em prática o que nos pede.

Frei Ludovico Garmus, ofm



Compartilhe: