18º Domingo do Tempo Comum, ano B « Instituto Teológico Franciscano
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Artigos, Liturgia - 01/08/2018

18º Domingo do Tempo Comum, ano B


Mt-935–101.6-8

Oração: “Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os vossos filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação, e conservando-a renovada”.

  1. Primeira leitura: Ex 16,2-4.12-15

Eu farei chover para vós o pão do céu.

O livro do Êxodo ocupa-se da libertação dos hebreus do Egito (Ez 1–15); descreve as dificuldades da caminhada do povo no deserto (Ex 15,24–18,27); e, por fim, aos pés do monte Sinai, fala como Deus escolhe Israel como seu povo, faz aliança com ele e estipula as leis que deve observar (Ex 19–40). Na caminhada pelo deserto, Deus testa a fidelidade de seu povo eleito. O deserto, por um lado, é visto como o tempo ideal das relações de Deus com Israel (cf. Os 11,1-4; 2,16-17; Jr 2,1-3); por outro, é o lugar das tentações e murmurações, onde a fé é provada. No texto de hoje, a reclamação se dirige contra Moisés e Aarão, mas põe em dúvida a bondade do projeto divino de libertação. O povo acusa Moisés e Aarão de os ter enganado. Em vez da “terra onde corre leite e mel” (Ex 3,8), encontraram apenas um deserto inóspito. Moisés e Aarão se defendem, dizendo que o projeto de libertação não é deles, mas de Deus. Quando Deus atender às reclamações do povo, providenciando carne e pão, todos saberão que foi o Senhor que os libertou do Egito. E assim aconteceu: de tarde, um bando de codornas pousou em torno do acampamento e pela manhã o povo encontrou “uma coisa miúda”, provavelmente resina de tamareira, de alto valor nutritivo. “Este é pão que o Senhor vos deu como alimento” – explica Moisés. A tradição posterior refere-se ao maná como o pão descido do céu (Sl 105,40). No evangelho de hoje, Jesus se apresenta como o verdadeiro pão do céu, enviado pelo Pai, para dar vida ao mundo (Evangelho). No deserto, os hebreus duvidaram do plano divino de libertação. Jesus, porém, vence as tentações, porque confia no Pai: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4).

Salmo responsorial: Sl 72

O Senhor deu a comer o pão do céu.

  1. Segunda leitura: Ef 4,17.20-24

Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus.

 

A comunidade de Éfeso era formada, sobretudo, por pagãos convertidos. Paulo lhes lembra a necessidade de uma mudança radical no estilo de vida: despir o homem velho (pagão) para vestir o homem novo (cristão). Deviam converter-se dos ídolos “para servir ao Deus vivo e verdadeiro” (cf. 1Ts 1,9). O Cristão deve aprender de Cristo, que morreu por nós e ressuscitou. Deve ouvir o que dele falam os pregadores, acolher o que lhe é ensinado, “porque a verdade está em Jesus”. O cristão deve identificar-se com Cristo, vestindo “o homem novo, criado à imagem de Deus”. Assim, o cristão poderá dizer como Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Aclamação ao Evangelho

            O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra

que sai da boca de Deus, e não só de pão.

  1. Evangelho: Jo 6,24-35

Quem vem a mim não terá mais fome

E quem crê em mim nunca mais terá sede.

O evangelho de hoje explica o significado do “sinal do pão” (domingo passado). Após o milagre da divisão do pão, Jesus se retira a sós para a montanha e os discípulos se dirigiram de barco para Cafarnaum. A noite já ia adiantada quando Jesus os alcança, caminhando sobre as águas agitadas. Ao encontrá-lo na cidade, os judeus se admiram que tenha partido sem que percebessem. Jesus responde que eles o procuram apenas porque comeram pão e ficaram satisfeitos e não porque entenderam o sinal da divisão do pão. Não deveriam procurá-lo por causa de um alimento perecível, mas “pelo alimento que permanece até a vida eterna”, que Ele, o Filho do Homem, lhes poderia dar. A obra que eles deveriam fazer não é apenas observar a Lei, mas crer em Cristo: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Não é Moisés quem dá o pão que vem do céu. O maná e a Lei apenas apontam para o verdadeiro pão que vem do Pai; Jesus é o pão que “desce do céu e dá a vida ao mundo”.

A samaritana pede a Jesus água viva (Jo 4,15); os judeus pedem o pão que dá vida. E Jesus responde: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

Frei Ludovico Garmus, ofm

 



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